Cristo é a Árvore da Vida. Quando pensamos na queda ou na crucificação, não deixamos de notar que existe mais do que uma correlação indireta: há uma semelhança na essência, a ponto de podermos pensar, por um instante, que se trata da mesma realidade vista por ângulos distintos. Veja: na queda, o homem é obrigado a viver sem aquela centelha divina que, em nosso caso, se manifesta como participação na onisciência. Cristo, crucificado, o foi para que pudéssemos ter — ou continuar tendo — aquilo que foi perdido ao comer do fruto.
Claro, aqui não pretendo me deter na hermenêutica rigorosa dos termos, mas apenas salientar que, de algum modo, possuíamos e desfrutávamos dessa participação na sabedoria. Contudo, algo — ou alguém — fez com que caíssemos e perdêssemos aquela graça. Isso, por si só, poderia explicar por que, se possuíamos toda aquela sabedoria no Éden, nos primeiros milênios da história humana ainda agíamos com barbárie.
Foi somente com o advento de Cristo que elevamos toda essa potencialidade — ciência e tecnologia — a alturas antes inimagináveis. Logo, por dedução direta, como ponto de cotejo, foi Cristo, a Árvore da Vida — e não a árvore da morte — quem precisou encarnar como homem para nos devolver aquilo que havíamos perdido.
Ele Vive!