terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um minuto de sua atenção.

Se poemas são só poemas, como julgar um poema com olhos de humano.
Um poema brota da alma e quando julgamos ou tentamos analisar com nossas normas técnicas algo que brota do ser, estamos julgando e analisando o próprio ser, faço minhas as palavras de Blake:
"Num grão de areia ver um mundo
Na flor silvestre a celeste amplidão
Segura o infinito em sua mão
E a eternidade num segundo".
Somos hipócritas, os fariseus de uma era não tão distante, pois sentamos e comemos e quando vamos orar, oramos em pé, repetindo vãs indagações e, mesmo assim, nos proclamamos santos. Que santificação abençoada, jorrada a sangue, matando nossos mártires, pois eles estão ai com suas maquiagens a desfilar por entre as praias enxarcadas de desejo.
Não me faço diferente deles, pois são eles alimentados pelo meu olhar e devoção, mas quero dizer: um homen só é um homen, quando seu coração não for só seu, pois a seu coração ja foi dada a lamina afiada, para que possa por si só, fazer o sacrifício.

(jardel Almeida)

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